A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, se opôs à revisão do fundo de resgate da zona do euro e pediu aos legisladores que priorizem um acordo sobre as novas regras fiscais da UE. Ela criticou a decisão dos legisladores de iniciar o processo de revisão do tratado do Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM), que todos os outros países da zona do euro ratificaram. Meloni enfatizou repetidamente que um acordo sobre as novas regras fiscais da UE deve ter precedência sobre uma mudança no tratado ESM.
O debate do ESM tem sido politicamente controverso há anos, mas se tornou premente para o governo de Meloni após uma avaliação do Ministério das Finanças esta semana de que a reforma não colocaria a economia da Itália em risco. A avaliação também rejeitou as preocupações de que recorrer ao fundo revisado aumentaria o risco de reestruturação da dívida pública da Itália.
Apesar dos relatos de tensões dentro de sua coalizão de governo após a morte do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, Meloni os descartou como "surreais". As tensões dentro de sua coalizão, que inclui o partido de Meloni, Irmãos da Itália, e a Liga de Matteo Salvini, foram intensificadas por uma investigação sobre a ministra do Turismo, Michela Santanchè, membro dos Irmãos, por suposta contabilidade falsa. Meloni congratulou-se com a disponibilidade do ministro para responder às questões do Parlamento sobre o assunto.
"Nosso governo está funcionando bem", afirmou Meloni. "A força deste governo se reflete na economia. "
Em resumo, Meloni está instando os legisladores italianos a priorizar um acordo sobre as novas regras fiscais da UE em vez de uma revisão do tratado ESM. A avaliação do Ministério das Finanças desta semana constatou que a reforma do ESM não colocaria em risco a economia da Itália, e Meloni rejeitou relatos de tensões dentro de sua coalizão de governo.


