Os ministros das Relações Exteriores da União Européia pediram uma postura mais forte em relação à China, à medida que o poder do país continua crescendo. Os ministros discutiram a questão em Estocolmo, onde compartilharam suas preocupações sobre o aumento da rivalidade entre a UE e a China. Os ministros acreditam que a estratégia de "de-risking" se tornará a diretriz para a política da UE. A UE está tentando equilibrar uma postura mais dura em relação à China com a preservação das cadeias de abastecimento que ainda estão interligadas com o país. O bloco busca uma abordagem comum em relação à China, pois busca administrar a ascensão do país.
O braço de relações exteriores da UE elaborou um documento para iniciar as discussões, que pede aos Estados membros que evitem ser arrastados para uma disputa de soma zero entre Washington e Pequim. O documento reafirma a estratégia do bloco de lidar com a China simultaneamente como um parceiro, um concorrente e um rival sistêmico. Os ministros acreditam que o equilíbrio dessas abordagens dependerá de como a China responderá à abordagem da Europa.
As autoridades europeias têm falado cada vez mais sobre "reduzir o risco" das relações com a China, mas não sobre "desacoplar". “Os laços da UE com a China correm o risco de novas tensões após a proposta do bloco de estender restrições comerciais rígidas a várias empresas chinesas. A UE está tentando reprimir as empresas que fornecem à Rússia produtos proibidos que ajudaram a guerra na Ucrânia. O ministro das Relações Exteriores da China, Qin Gang, disse durante uma visita às capitais europeias nesta semana que a China reagiria "estrita e fortemente" a tais medidas.
O Conselheiro do Departamento de Estado dos EUA, Derek Chollet, acredita que há maior convergência sobre a República Popular da China (RPC) dentro da UE e entre os EUA e a UE do que em qualquer momento da história desde 1949. Os ministros das Relações Exteriores também discutiram a invasão da Ucrânia pela Rússia.
O ministro das Relações Exteriores da Lituânia, Gabrielius Landsbergis, pressionou por uma abordagem mais forte em relação à China, dizendo que o envolvimento com a China a partir de uma posição de fraqueza em que você declara sua dependência estratégica da China coloca a UE em uma posição de desvantagem. Landsbergis também pediu restrições comerciais mais amplas à evasão de sanções fora da UE, além de apenas várias empresas chinesas.
Em conclusão, os ministros das Relações Exteriores da UE expressaram suas preocupações sobre o aumento da rivalidade entre a UE e a China e estão buscando uma abordagem comum em relação à China. Os ministros acreditam que o equilíbrio de suas abordagens dependerá de como a China responderá à abordagem da Europa. Eles também discutiram a invasão da Ucrânia pela Rússia e pediram uma postura mais forte em relação à China.


