O presidente equatoriano, Guillermo Lasso, invocou uma cláusula constitucional para dissolver a Assembleia Nacional do país e convocar eleições antecipadas em meio a um iminente voto de impeachment contra ele. Este movimento controverso, conhecido como "morte mútua", pode levar a protestos em um país que já luta com uma situação de segurança frágil.
Lasso, que assumiu o cargo em 2021, é acusado de interferir em negociações relacionadas a um contrato de frete para exportação de derivados de petróleo. Ele negou todas as acusações, alegando que as acusações são politicamente motivadas. Em um discurso recente à nação, Lasso afirmou que sua decisão de convocar eleições antecipadas foi a "melhor decisão para abrir caminho para a esperança. " Ele acredita que esta é uma decisão democrática que permitirá ao povo do Equador decidir sobre seu futuro.
A decisão do presidente de implementar a "muerte cruzada" significa que seu governo permanecerá no cargo até que uma nova eleição geral ocorra em aproximadamente seis meses. No entanto, os pedidos de renúncia de Lasso têm aumentado nos últimos meses, com a oposição e a influente federação de organizações indígenas acusando-o de negligência em um país que enfrenta uma crise de custo de vida e altos índices de violência criminal.
Segundo Will Freeman, membro do Conselho de Relações Exteriores, a implementação da "muerte cruzada" pode causar instabilidade. A impopularidade de Lasso significa que é improvável que ele se beneficie da impressão de que está substituindo os freios e contrapesos para finalmente fazer algo.
Em conclusão, a decisão do presidente Lasso de invocar a "morte mútua" e convocar eleições antecipadas criou uma situação politicamente tensa no Equador. O pedido de impeachment da oposição e as acusações de motivação política do presidente deixaram o país em um estado de incerteza. Só o tempo dirá o que o futuro reserva para o Equador e seu povo.


