Num julgamento histórico que captou a atenção nacional, o ministro da Justiça francês, Eric Dupond-Moretti, foi inocentado das acusações de abuso da sua posição no governo para influenciar casos em que trabalhou anteriormente como advogado. O tribunal de Paris decidiu que não havia provas de conflitos de interesses ilegais ou intenção de violar regras.
O presidente Emmanuel Macron apoiou firmemente a Dupond-Moretti durante todo o escândalo, destacando a sua estreita aliança. Apesar de ser o primeiro ministro da Justiça em exercício a enfrentar um julgamento criminal, Dupond-Moretti manteve a confiança de Macron, que considerou a sua nomeação em 2020 uma vitória significativa. O presidente acreditava que aproveitar a popularidade do mais renomado advogado de defesa da França seria benéfico para o seu governo.
As acusações contra Dupond-Moretti resultaram de alegações de que ele exibiu envolvimento indevido em processos disciplinares contra quatro magistrados franceses com quem teve um histórico de conflitos durante seu período como advogado. No entanto, o painel especial de juízes responsável por lidar com a má conduta ministerial não encontrou provas concretas que apoiassem estas alegações, acabando por rejeitá-las.
Após o veredicto do tribunal, a primeira-ministra Elisabeth Borne expressou a sua satisfação nas redes sociais, enfatizando a sua satisfação pelo facto de Dupond-Moretti poder continuar a servir no seu governo. Esta absolvição assegura a posição do ministro da Justiça, permitindo-lhe prosseguir com as suas responsabilidades sem que a nuvem de acusações criminais paire sobre ele.
A presença contínua de Dupond-Moretti no governo demonstra o apoio inabalável de Macron aos seus ministros, mesmo quando estes enfrentam acusações graves ou julgamento. O presidente tem historicamente apoiado os seus aliados, como o ministro do Trabalho, Olivier Dussopt, que está a ser julgado desde finais de Novembro de 2021 por acusações de favoritismo. Dussopt nega qualquer irregularidade.
Em outro caso, o ex-ministro das Pequenas e Médias Empresas, Alain Griset, foi considerado culpado em 2021 por não ter declarado adequadamente sua riqueza antes de assumir seu cargo ministerial. Apesar de inicialmente renunciar ao cargo, Griset optou por lutar contra a condenação. No entanto, sua culpa foi afirmada em recurso.
Embora o julgamento de Dupond-Moretti tenha, sem dúvida, testado os alicerces do governo de Macron, a absolvição serve como uma vitória significativa para o ministro da Justiça e reforça o compromisso do presidente para com os ministros que escolheu. Com os procedimentos legais agora concluídos, Dupond-Moretti pode voltar a concentrar-se no seu papel dentro do governo, continuando os seus esforços para moldar o sistema judicial francês.


