Os legisladores de Uganda aprovaram uma nova versão do Projeto de Lei Anti-Homossexualidade, que tem como alvo membros da comunidade LGBTQ+. A versão anterior do projeto de lei propunha a pena de morte para os culpados de homossexualidade, o que provocou indignação internacional. Embora a versão mais recente do projeto de lei ainda inclua penalidades severas, como prisão perpétua, ele foi modificado para esclarecer que ninguém será preso a menos que se envolva em atividades homossexuais.
O projeto de lei revisado, que foi aprovado pelo parlamento na capital Kampala, remove as disposições que buscavam punir as pessoas que simplesmente se identificam como LGBTQ+. O presidente Yoweri Museveni, conhecido por sua postura crítica em relação à comunidade LGBTQ+, devolveu o projeto de lei ao parlamento para uma análise mais aprofundada, incluindo a possibilidade de conceder anistia em certos casos. A aprovação do presidente é necessária para que o projeto se torne lei.
A homossexualidade já é ilegal em Uganda, mas a nova legislação busca impor sanções ainda mais duras devido ao aumento de denúncias de atividade homossexual. O projeto de lei lista as violações que descreve como “homossexualismo agravado”, como o envolvimento em relações sexuais com pessoas do mesmo sexo com menores de 18 anos ou com um parceiro HIV positivo. Essas violações carregam as punições mais severas.
Uganda não é o único país onde os direitos LGBTQ+ estão ameaçados. Na Índia, o governo se opôs ao reconhecimento de casamentos entre pessoas do mesmo sexo, e os legisladores de Gana estão considerando uma legislação punitiva contra gays. No Quênia, o presidente William Ruto criticou uma decisão pró-LGBTQ+ da mais alta corte do país. A comunidade LGBTQ+ continua enfrentando discriminação e perseguição em muitas partes do mundo, destacando a necessidade contínua de defesa e apoio a seus direitos.


