O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy perdeu seu recurso contra uma condenação por corrupção e tráfico de influência e será obrigado a usar uma pulseira eletrônica em prisão domiciliar por um ano, com dois anos de suspensão. O tribunal de apelações de Paris manteve a sentença inicial de três anos de prisão, que a advogada de Sarkozy, Jacqueline Laffont, chamou de "espantosa e injusta". " Laffont disse que Sarkozy vai apelar da decisão ao Supremo Tribunal francês.
A condenação de Sarkozy remonta a 2014, quando ele foi considerado culpado de tentar obter ilegalmente informações de um magistrado sênior sobre uma investigação em andamento sobre as finanças de sua campanha. A investigação começou em 2013, quando os telefones pertencentes a Sarkozy e seu advogado foram grampeados por investigadores que investigavam as finanças de sua campanha. A investigação revelou que Sarkozy e seu advogado haviam prometido um cargo de prestígio em Mônaco a um magistrado sênior em troca de informações sobre o inquérito em andamento sobre as alegações de que Sarkozy havia aceitado pagamentos ilegais da herdeira da L'Oreal, Liliane Bettencourt, por sua bem-sucedida campanha presidencial de 2007.
Esta não é a primeira vez que Sarkozy é condenado por corrupção desde que deixou o cargo em 2017. Ele foi condenado a um ano de prisão em setembro de 2021 por financiamento ilegal de campanha em sua candidatura à reeleição em 2012 e enfrentará uma audiência de apelação em novembro no chamado "caso Bygmalion". " Sarkozy também enfrenta outras investigações, incluindo uma sobre alegações de financiamento ilegal de campanha da Líbia.
A condenação de um ex-presidente é um momento significativo para a França, onde os escândalos de corrupção corroeram a confiança do público nas instituições políticas. A decisão envia uma mensagem de que ninguém está acima da lei, mesmo aqueles que ocuparam os cargos mais altos do país. No entanto, os partidários de Sarkozy argumentam que o caso contra ele tem motivação política e que ele está sendo alvo de injustiça. O resultado de seu apelo à suprema corte francesa será observado de perto por seus apoiadores e detratores.


