Os estados membros da União Européia mais uma vez atrasaram a tomada de uma decisão sobre a expansão da energia renovável depois que uma emenda proposta para abordar as preocupações da França sobre sua indústria nuclear foi criticada por outros países, particularmente a Alemanha. A proposta sueca visava alterar um acordo-quadro alcançado no início deste ano, mas isso provocou ceticismo da maioria dos países que acreditavam que isso criaria um precedente perigoso, de acordo com diplomatas da UE com conhecimento das negociações.
Os legisladores que conduzem a reforma da energia renovável temem que a emenda proposta para aplacar a França estabeleça um precedente para outros países apresentarem demandas semelhantes. Isso destaca o risco de a política nacional desviar um componente-chave do Green Deal da UE - uma estratégia para a Europa alcançar a neutralidade climática até 2050.
A Alemanha, que já fechou suas últimas usinas nucleares em abril, reiterou na quarta-feira que é a favor da aprovação da lei em sua forma atual. Enquanto isso, Paris tem pressionado para mudar o texto do acordo devido a preocupações sobre o custo e o tempo necessários para atualizar suas usinas de amônia movidas a gás para que usem hidrogênio produzido com eletricidade renovável.
Embora não haja certeza imediata sobre se a emenda proposta exigiria uma reabertura formal das negociações com o Parlamento Europeu, os legisladores hesitam em correr o risco de criar um precedente perigoso. A Comissão Europeia ofereceu uma declaração sobre como as regras da UE podem ser interpretadas, o que esperançosamente acalmaria as preocupações francesas e evitaria mais atrasos.
No entanto, a decisão sobre a reforma renovável foi adiada até sexta-feira pela Suécia, que detém a presidência rotativa da UE. Isso destaca a importância de encontrar um equilíbrio entre a política nacional e os objetivos mais amplos da UE para alcançar a neutralidade climática até 2050.


