As autoridades belgas monitoram de perto o Alibaba em meio a possíveis preocupações com espionagem

05-10-2023
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As autoridades belgas monitoram de perto o Alibaba em meio a possíveis preocupações com espionagem
Local logístico da Cainiao no aeroporto de Liège, na Bélgica, visto em novembro de 2021
Eric Lalmand/AFP/Belga Mag/AFP/Getty Images
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O serviço de segurança estatal da Bélgica, VSSE, está supostamente monitorando de perto o centro logístico do Alibaba na Europa em meio a preocupações de possível espionagem em nome do governo chinês. De acordo com uma reportagem do Financial Times, o VSSE está de olho nas atividades do braço logístico do Alibaba, Cainiao, no aeroporto de carga de Liège, na Bélgica. A VSSE afirma que todas as empresas chinesas são legalmente obrigadas a fornecer dados aos serviços de segurança chineses mediante pedido, o que levanta preocupações de que tais dados possam ser utilizados para fins não comerciais.

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Cainiao negou veementemente essas acusações, afirmando que está em conformidade com todas as leis e regulamentos onde opera. Além disso, o Alibaba não respondeu aos pedidos de comentários sobre o assunto. É importante notar que o Alibaba está atualmente se preparando para desmembrar a Cainiao por meio de uma oferta pública inicial.

O VSSE argumenta que os agentes de inteligência belgas monitoram regularmente atividades que poderiam envolver espionagem ou interferência realizadas por entidades chinesas, incluindo o Alibaba. O aeroporto de Liège, que fechou acordo com a Cainiao em 2018 para se tornar o seu centro logístico europeu, utiliza uma plataforma de dados colaborativa que permite acesso em tempo real à informação para parceiros logísticos, compradores e vendedores. O próprio hub só foi inaugurado no início deste ano, em 2021.

Esta medida das autoridades belgas ocorre num momento em que os governos ocidentais se tornam cada vez mais cautelosos em conceder acesso e oportunidades às empresas chinesas. As preocupações de segurança levaram os governos a examinar minuciosamente os investimentos diretos de empresas de fora da União Europeia, especialmente em indústrias sensíveis, como infraestruturas críticas, matérias-primas, energia e defesa.

Em novembro de 2020, o governo alemão bloqueou a venda de uma fábrica de semicondutores a uma empresa de tecnologia chinesa devido a receios de segurança. Além disso, as preocupações em torno da segurança nacional levaram à intervenção da Alemanha na compra de uma participação num terminal portuário de Hamburgo pelo gigante marítimo chinês Cosco, resultando na redução da participação.

O Alibaba anunciou recentemente planos de se separar e listar a Cainiao na Bolsa de Valores de Hong Kong. Este desenvolvimento seguiu-se à decisão do gigante do comércio eletrónico, seis meses antes, de dividir o seu negócio em seis unidades distintas, cada uma com o seu próprio CEO e conselho de administração.

Concluindo, o VSSE da Bélgica está supostamente monitorando o centro logístico do Alibaba na Europa em meio a preocupações de possível espionagem. Embora Cainiao negue estas alegações, os agentes de inteligência belgas continuam a monitorizar de perto atividades que possam potencialmente envolver espionagem ou interferência de entidades chinesas. Os governos ocidentais têm-se tornado cada vez mais cautelosos quanto ao acesso chinês a indústrias sensíveis devido a preocupações de segurança. Estes desenvolvimentos poderão ter implicações para os planos futuros da Alibaba, incluindo a cisão e listagem da Cainiao na Bolsa de Valores de Hong Kong.