A ex-primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, deve viajar para Taiwan na próxima semana para se reunir com membros seniores do governo autônomo da ilha. Truss usará sua visita para desenvolver suas recentes observações de que as democracias ocidentais deveriam adotar uma postura mais dura em relação à China. Em comunicado na segunda-feira, Truss disse que está ansiosa para mostrar solidariedade ao povo taiwanês diante do comportamento cada vez mais agressivo e da retórica do regime de Pequim. Truss descreveu Taiwan como um "farol de liberdade e democracia", e espera-se que sua visita à ilha seja vista como um sinal de apoio a Taiwan contra a crescente agressão da China.
A posição de Truss em relação à China contrasta com a de seu sucessor, Rishi Sunak, que buscou laços econômicos com a segunda maior economia do mundo e adotou um tom mais brando em relação à China. No entanto, Sunak também reconheceu que a China representa um desafio significativo para a ordem internacional e prometeu apoiar Taiwan em enfrentar a agressão chinesa.
A visita de Truss a Taiwan ocorre em um momento em que as tensões entre China e Taiwan estão aumentando. A China considera Taiwan parte de seu território e nunca descartou o uso da força para colocar a ilha sob seu controle. Os Estados Unidos e outros países ocidentais expressaram apoio à democracia de Taiwan e criticaram os esforços da China para isolar e intimidar a ilha.
O anúncio da visita de Truss ocorre poucos dias depois de relatos de que James Cleverly pode se tornar o primeiro secretário de Relações Exteriores do Reino Unido a visitar a China em mais de cinco anos. Truss ocupou o poder por apenas sete semanas no ano passado antes de renunciar depois que suas políticas econômicas levaram à turbulência no mercado de títulos e fizeram a libra despencar. Espera-se que sua visita a Taiwan seja observada de perto por observadores como um sinal da posição do Reino Unido em relação à China e seu apoio à democracia de Taiwan.


