Não é todos os dias que uma empresa lança uma sequela de uma consola best-seller e acerta em cheio — mesmo em cheio. Mas é isso que aconteceu. Poucos dias após o lançamento da Nintendo Switch 2, a gigante japonesa dos jogos revelou que vendeu mais de 3,5 milhões de unidades em todo o mundo em apenas quatro dias. Não se trata apenas de um bom lançamento — é histórico. Na verdade, é o hardware mais vendido que a Nintendo já lançou nesse período.
Parece um pouco como 2017 novamente — só que mais alto, maior e mais intenso. O Switch 2, com seu preço de US$ 450, voou das prateleiras como se fosse banhado a ouro. Os fãs hardcore nem piscaram. Filas se formaram do lado de fora das lojas, filas digitais derrubaram sites e varejistas como a Best Buy estenderam o horário de funcionamento apenas para acompanhar a demanda. Havia algo quase old-school nisso, o tipo de frenesi que você raramente vê mais em um mundo de pedidos com um clique e gratificação instantânea.
Doug Bowser, presidente da Nintendo of America, manifestou a gratidão esperada num comunicado de imprensa. Mas mesmo através do tom corporativo, era possível sentir o orgulho: «Estamos gratos pela resposta e felizes por ver a diversão que já estão a ter com o Nintendo Switch 2», disse ele. Não há como negar: o entusiasmo é real e global.
Mas porquê tanto entusiasmo? Em parte, é o timing. O Switch original teve um sucesso monstruoso, com 152 milhões de unidades vendidas desde que foi lançado há oito anos. É muito para se estar à altura. No entanto, o Switch 2 não se limita a aproveitar a nostalgia — ele chega com tudo. A consola parece mais resistente, mais elegante e, de alguma forma, mais pessoal. A Nintendo não se limitou a dar-lhe uma renovação cosmética; ela fez um transplante de alma.
O ecrã é maior e mais brilhante. Os Joy-Cons? Reformulados. Mais táteis, mais responsivos. E já não se trata apenas de jogar — trata-se de conexão. Com funcionalidades como o Game Chat, os jogadores podem agora conversar uns com os outros com um simples toque. Sem precisar de apps ou auscultadores adicionais. Está integrado e funciona. Não se trata apenas da Nintendo a recuperar o atraso — trata-se da Nintendo a lembrar a todos que ainda pode liderar.
E embora US$ 450 não seja trocado, os primeiros compradores parecem acreditar que é um dinheiro bem gasto. O console já parece menos uma compra e mais um companheiro. Algo para levar no trajeto para o trabalho, para as sessões no café ou para conectar à TV e mergulhar por horas.
A Nintendo já está falando alto — 15 milhões de unidades vendidas até o final de março próximo. Normalmente, isso pode parecer ambicioso. Mas, se os primeiros quatro dias servirem de indício, eles podem ultrapassar essa marca com meses de antecedência.
O que acontecerá a seguir? Provavelmente, um efeito bola de neve. Mais jogos. Mais atualizações. Talvez até mesmo novos recursos inesperados, à medida que a Nintendo recebe feedback de jogadores reais. Mas uma coisa é certa: o Switch 2 não é apenas um novo console. É o início de algo grande — e as pessoas estão aqui para isso.


