Como um acordo da meia-noite da OPEP fortaleceu a cooperação no Golfo, mas prejudicou a África.

05-06-2023
PixelVortex
Como um acordo da meia-noite da OPEP fortaleceu a cooperação no Golfo, mas prejudicou a África.
Sede da OPEP em Viena, Áustria.
Akos Stiller/Bloomberg
Facebook Twitter

A OPEP+, aliança de nações produtoras de petróleo liderada pela Arábia Saudita e Rússia, chegou a um novo acordo no final da semana passada para aumentar os níveis de produção em 2022. Embora o aumento tenha sido visto como um passo positivo para alguns membros, ele também destacou como os principais atores, principalmente as nações do Golfo, dominam o grupo e exercem sua vontade sobre os membros menores e mais pobres.

Ad
  • Performance-Driven Digital Marketing
  • Google Ads Campaigns
  • SEO Optimization
  • Website Design & Development
  • Social Media Management
Boost Your Business

O acordo entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, que permitiu a estes últimos aumentar os seus níveis de produção, implicou que os membros africanos da OPEP+ fossem obrigados a ceder algumas das suas próprias quotas não utilizadas. Isso resultou em negociações tensas e acabou exigindo que os membros africanos aceitassem metas de produção reduzida.

Os responsáveis ​​envolvidos nas conversações revelaram que a pressão exercida sobre os países africanos foi imensa, tendo mesmo um delegado africano avisado que a reunião ministerial da OPEP+ poderia ser cancelada caso o seu país não cumprisse. Isso resultou em uma maratona de conversas noturnas em Viena antes que um acordo fosse finalmente alcançado.

Enquanto as nações do Golfo saudaram o acordo como uma vitória, as nações africanas enfrentaram a perspectiva de cotas reduzidas e menos influência no grupo. No entanto, dados os desafios econômicos e sociais enfrentados por esses países africanos, sua disposição de se comprometer foi vista como um passo positivo.

O acordo veio com um bônus adicional para todos os membros da OPEP+, já que a Arábia Saudita se comprometeu a reduzir a produção de petróleo em 1 milhão de barris por dia por pelo menos um mês. No entanto, os maiores beneficiários do acordo são vistos como os membros mais poderosos da OPEP+, particularmente a Rússia, que não é obrigada a fazer cortes adicionais este ano e os Emirados Árabes Unidos, que finalmente conquistaram o direito de implantar e monetizar sua capacidade de produção adicional.

No geral, o acordo alcançado mostra a clara disparidade entre os membros mais poderosos e ricos da OPEP+ e as nações africanas menores. O acordo é visto como um fortalecimento da cooperação no Golfo, mas potencialmente às custas da África.