Taiwan elege presidente, desafiando as advertências da China.

13-01-2024
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Taiwan elege presidente, desafiando as advertências da China.
Lai Ching-te, centro, com seu companheiro de chapa Hsiao Bi-khim na sede do DPP em Taipei, em janeiro de 2018. 13.
An Rong Xu/Bloomberg
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Numa eleição observada de perto, Taiwan elegeu Lai Ching-te, membro do Partido Democrático Progressista, no poder, como seu presidente. A vitória de Lai, que é considerado um “instigador de guerra” por Pequim, nas eleições mais disputadas da ilha em anos, tem implicações significativas para as tensões em curso entre os Estados Unidos e a China. Lai selou a vitória com 40. 1% dos votos, a menor porcentagem de vitórias desde o ano 2000. A vitória de Lai envia uma mensagem à comunidade internacional de que Taiwan está ao lado da democracia face ao autoritarismo.

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Numa manifestação de vitória em Taipei, Lai declarou: "Estamos a dizer à comunidade internacional que, entre a democracia e o autoritarismo, estaremos do lado da democracia. " Ele também prometeu manter a paz através do Estreito de Taiwan, ao mesmo tempo em que enfatizou o compromisso de Taiwan em se alinhar com as principais democracias, uma referência clara aos laços do país com os Estados Unidos.

A China, que vê Taiwan como uma província separatista que pretende recuperar no futuro, rotulou Lai de “encrenqueiro” e “separatista” antes das eleições. O governo do presidente Xi Jinping não mencionou explicitamente Lai nas suas respostas iniciais. No entanto, o porta-voz do Gabinete de Assuntos de Taiwan de Pequim, Chen Binhua, afirmou que o resultado das eleições mostra que o partido no poder não representa a opinião pública dominante na ilha.

Espera-se que o resultado das eleições teste a estabilidade da recente melhoria nas relações entre Pequim e Washington. O presidente Joe Biden, que prometeu defender Taiwan, afirmou que os Estados Unidos não apoiam a independência de Taiwan. O Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, reiterou o compromisso dos EUA em manter a paz e a estabilidade através do Estreito de Taiwan.

O discurso de vitória de Lai, transmitido em inglês, demonstrou a força democrática de Taiwan. É importante notar que a reeleição do Partido Democrático Progressista para um terceiro mandato consecutivo apresentará desafios tanto para Pequim como para Washington, exigindo esforços para evitar a escalada das tensões.

Apesar do compromisso de Lai com a cooperação com a China, é improvável que o seu partido consiga reiniciar o diálogo com Pequim, uma vez que o Partido Comunista insiste que Taiwan se reconheça como parte da China como um pré-requisito. No entanto, Lai prometeu apoiar o desenvolvimento da indústria de chips de Taiwan, um setor crucial dominado pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. , que serve como um componente vital da cadeia de abastecimento global de tecnologia avançada.

Embora a vitória de Lai sinalize o desejo de Taiwan de manter distância da China, também reflecte as preocupações da população sobre questões internas, como o aumento dos preços dos imóveis e o lento crescimento dos salários. As eleições realçaram a preferência do povo taiwanês em manter a China afastada, apesar de expressarem frustração com o partido no poder.

Apesar da decepção dos partidos da oposição, o Partido Popular de Taiwan (TPP) e o Kuomintang (KMT) na corrida presidencial, eles obtiveram alguns ganhos na legislatura. O TPP aumentou os seus assentos legislativos para oito, concedendo-lhe o poder de agir como um fazedor de reis entre os dois principais partidos. O KMT também aumentou os seus assentos no órgão legislativo, permitindo-lhe exercer mais influência sobre os orçamentos governamentais e as grandes compras de armas.

No geral, a eleição de Lai como presidente de Taiwan significa uma clara rejeição das advertências da China e uma reafirmação do compromisso da ilha com a democracia e a sua parceria com os Estados Unidos. Os próximos meses testemunharão as reacções de Pequim e de Washington a este desenvolvimento significativo na região.