O primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, anunciou que vai demitir o filho do cargo de secretário após um escândalo envolvendo uma festa realizada em sua residência oficial no final de 2022. Em declaração aos repórteres, Kishida afirmou que as ações de seu filho foram "inadequadas para uma secretária que ocupa um cargo oficial" e que decidiu substituí-lo para se distanciar do escândalo.
A festa, que decorreu em espaços oficiais na residência do primeiro-ministro, incluiu fotografias do filho de Kishida a posar nas escadas onde os novos ministros costumam ser fotografados. A publicação dessas fotos em uma revista gerou críticas, com muitos considerando o comportamento impróprio de uma secretária em cargo oficial.
Kishida já havia repreendido seu filho sobre o incidente, mas pesquisas públicas revelaram que três quartos dos entrevistados viam o comportamento de Shotaro Kishida como um problema. O escândalo foi um golpe na popularidade de Kishida, com uma pesquisa realizada pelo jornal Nikkei mostrando uma queda de cinco pontos percentuais em seu apoio para 47%.
O escândalo ocorre em um momento em que a atenção está se desviando das questões internacionais para os desafios domésticos. Após Kishida hospedar a cúpula do Grupo dos Sete, as especulações cresceram sobre a possibilidade de uma eleição antecipada. Kishida não precisa realizar uma eleição geral até 2025, mas uma renovação de seu mandato antes da eleição da liderança do partido no ano que vem pode ajudar em seus esforços para pagar suas promessas de aumentar os gastos com defesa e crianças.
Em conclusão, a decisão de Kishida de demitir seu filho é um esforço para se distanciar de um escândalo que prejudicou sua reputação e causou uma queda em sua popularidade. Dados os próximos desafios que seu governo enfrentará, Kishida precisará se concentrar em restaurar a confiança do público se quiser implementar sua agenda política de maneira eficaz e garantir seu futuro como primeiro-ministro do Japão.


