Israel anunciou que mais 13 dos seus soldados perderam a vida em confrontos com o Hamas em Gaza, à medida que o país intensifica os seus esforços para erradicar o grupo militante que controla o enclave palestiniano. Os militares israelitas fizeram vários anúncios na quarta-feira, embora as datas específicas das mortes dos soldados não tenham sido divulgadas. Os soldados, todos homens com idades entre 19 e 24 anos, foram listados pelas Forças de Defesa de Israel como as últimas vítimas no conflito em curso.
Com estas mortes recentes, o número total de mortes de militares israelitas desde que as operações terrestres começaram em Gaza no fim de semana atingiu 15. As tropas de infantaria travam uma batalha feroz com os militantes, recebendo apoio de tanques e veículos blindados. O porta-voz das Forças de Defesa de Israel descreveu as tropas como se movendo estrategicamente, empregando grandes quantidades de poder de fogo e inteligência.
Como as operações terrestres se concentram principalmente na Cidade de Gaza, na parte norte da faixa, Israel tem apelado aos civis palestinos para que evacuem para o sul para sua segurança. De acordo com relatórios israelitas, cerca de 800 mil pessoas responderam a este apelo e realocaram-se. Gaza tem uma população estimada em mais de 2 milhões de pessoas, o que a torna uma das áreas mais densamente povoadas do mundo.
Israel e Egipto colocaram um bloqueio quase total em Gaza, permitindo apenas a entrada de pequenas quantidades de ajuda através da passagem de Rafah. Em resposta, o Hamas, que é designado como grupo terrorista pelos EUA e outras nações, anunciou na quarta-feira que permitiria que palestinianos e estrangeiros feridos saíssem de Gaza e entrassem no Egipto. O bloqueio limitou dramaticamente o acesso a suprimentos e recursos essenciais para o povo de Gaza.
O conflito actual teve origem no ataque de militantes do Hamas ao sul de Israel no dia 7 de Outubro, resultando na morte de 1.400 pessoas, incluindo muitas crianças. Em retaliação, Israel lançou extensos ataques aéreos contra Gaza, que as autoridades palestinianas afirmam ter resultado na morte de milhares de civis.
Esta incursão em Gaza marca a primeira grande operação militar de Israel desde 2014, quando quase 70 soldados israelitas foram mortos durante a campanha. À medida que o conflito continua, a comunidade internacional acompanha de perto a situação e os apelos a um cessar-fogo imediato intensificaram-se. A perda de vidas de ambos os lados é uma lembrança trágica da necessidade urgente de uma resolução pacífica para o conflito de longa data israelo-palestiniano.


