Em resposta a uma recente crise ambiental em Sarnia, Ontário, o governo canadense emitiu uma diretriz na sexta-feira visando as fábricas petroquímicas da região para impor medidas rigorosas destinadas a reduzir a poluição, especificamente a liberação do químico benzeno, causador de câncer. Esta decisão surge na sequência de um incidente angustiante que forçou a Primeira Nação Aamjiwnaang a declarar estado de emergência.
O Ministro Federal do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Steven Guilbeault, interveio pessoalmente instruindo a indústria petroquímica em Sarnia a tomar medidas imediatas. O foco está em melhorar os controles para evitar a descarga de substâncias nocivas após um incidente na fábrica de plástico INEOS Styrolution, que resultou na necessidade de hospitalização de vários residentes.
De acordo com o novo mandato, certas instalações de produção petroquímica são obrigadas a implementar mecanismos de controle de vapor. Esta ação é voltada especificamente para usinas com concentrações de benzeno superiores a 29 microgramas por metro cúbico no perímetro de sua propriedade. O período de monitoramento vai de 1º de março de 2023 a 29 de fevereiro de 2024, garantindo o cumprimento contínuo desta regulamentação.
Em uma declaração, o Ministro Guilbeault expressou forte preocupação com os persistentes problemas de qualidade do ar enfrentados pela Primeira Nação de Aamjiwnaang e pelos residentes de Sarnia. Enfatizou o direito fundamental das comunidades indígenas a um ambiente seguro e saudável, sublinhando o impacto desproporcional da poluição industrial sobre estas populações.
Situada entre numerosos complexos industriais, a Primeira Nação Aamjiwnaang, lar de aproximadamente 1.000 residentes, acolhe esta intervenção regulatória como um passo crucial para salvaguardar a qualidade do ar. A INEOS Styrolution, uma subsidiária do Grupo privado INEOS com sede em Frankfurt, já tinha encerrado as operações após o incidente de 20 de abril.
Dados recentes da Universidade de Toronto destacam a importância de Sarnia por abrigar cerca de 40% das instalações petroquímicas do Canadá, formando coletivamente o renomado "Chemical Valley". "A acção decisiva do governo sublinha o seu compromisso com a protecção ambiental e o bem-estar das comunidades vulneráveis afectadas pelas actividades industriais.


