À medida que os benefícios federais para as famílias chegam ao fim, as taxas de pobreza infantil nos EUA dispararam, levando vários governos estaduais a tomar medidas. Após a expiração da medida federal no final de 2021, que fornecia às famílias até 3.600 dólares por criança, onze estados criaram ou expandiram um crédito fiscal infantil totalmente reembolsável. Estas medidas ajudaram a reduzir a taxa de pobreza infantil em quase metade, para 5. 2% em 2021. No entanto, desde que o programa expirou e os esforços para o relançar falharam, a taxa disparou para 12. 4% em 2022, e pode ter piorado ainda mais. Em Julho, aproximadamente um quinto das crianças viviam na pobreza, perto da taxa pré-pandemia.
Reconhecendo as lutas contínuas enfrentadas por muitas famílias devido aos impactos económicos e sanitários da pandemia, vários estados tomaram medidas significativas para resolver esta questão. Novo México, Maryland e Minnesota estão entre os estados que adotaram alguma forma de crédito fiscal para as famílias, oferecendo algum alívio. No entanto, é importante notar que estas medidas apoiam apenas uma pequena percentagem de americanos que enfrentam dificuldades financeiras. Notavelmente, nenhum estado do Sul, onde as taxas de pobreza são particularmente elevadas, oferece créditos fiscais para crianças.
Uma das principais vantagens do crédito fiscal federal era a sua ampla acessibilidade, uma vez que estava disponível para todas as famílias elegíveis. Contudo, os programas estaduais têm suas limitações. Por exemplo, as famílias no Novo México podem reclamar até 600 dólares por criança ao abrigo do crédito fiscal alargado para crianças, com o crédito a diminuir gradualmente para as famílias que ganham mais de 25 000 dólares por ano. Maryland oferece um crédito de US$ 500 por criança menor de 6 anos para famílias com renda inferior a US$ 15.000, enquanto Minnesota oferece o maior valor em comparação com outros estados, fornecendo até US$ 1.750 por criança.
Infelizmente, nem todos os estados conseguiram compensar a ajuda federal que expirou para famílias com crianças. Esta perda de assistência adicional atingiu particularmente as famílias em dificuldades. Brandi Johns, de Syracuse, Kansas, compartilhou sua experiência de usar os benefícios da era pandêmica para comprar itens essenciais para sua família, incluindo uma bicicleta para seu filho. No entanto, como a assistência não está mais disponível, sua renda atual proveniente do trabalho em turnos de 50 horas na Dollar General Inc. não é suficiente para fazer face às despesas. Seu filho de 7 anos agora tem poucos brinquedos para brincar, pois não tem dinheiro para consertar sua bicicleta.
Tanto os republicanos quanto os democratas propuseram expandir o crédito fiscal federal para crianças. A deputada Rosa DeLauro e um grupo de democratas da Câmara reintroduziram um projeto de lei para restaurar o crédito aos valores estabelecidos no Plano de Resgate Americano. Além disso, o deputado republicano John James introduziu legislação para aumentar o crédito fiscal federal para crianças para US$ 3.500 por criança e US$ 4.500 para crianças menores de seis anos. É reconhecido que o aumento da pobreza infantil não só tem consequências imediatas, mas também efeitos a longo prazo na economia dos EUA. Pesquisadores da Universidade de Washington em St. Louis estimam que a pobreza infantil custa mais de 1 bilião de dólares anualmente, representando 5. 4% do produto interno bruto do país. Abordar a pobreza infantil não é apenas a coisa moralmente certa a fazer, mas também uma decisão económica inteligente.
Os esforços do estado para implementar medidas de crédito fiscal infantil mostram o reconhecimento da necessidade urgente de apoiar famílias em dificuldades. No entanto, é necessário um apoio mais amplo a nível federal para abordar eficazmente a pobreza infantil e as suas consequências a longo prazo.


