Boeing se beneficia da falta de estoque de aviões na Chin

12-06-2023
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Boeing se beneficia da falta de estoque de aviões na Chin
Um jato Boeing 777-300 operado pela Air China LTD desce em LAX em maio de 2021.
Bing Guan/Bloomberg
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A Boeing está vendo um ressurgimento de sua sorte na China, à medida que a indústria de aviação do país se recupera da pandemia, com cidadãos ansiosos para viajar novamente. A demanda por novos aviões a jato é alta e, como resultado, novas aeronaves são cada vez mais difíceis de encontrar. O Boeing 737 Max, a mais nova versão do avião, foi aterrado em todo o mundo após dois acidentes fatais. Desde então, a fabricante de aeronaves lutou para obter pedidos para o avião, principalmente na China, onde os reguladores ordenaram que a companhia aérea o suspendesse indefinidamente. No entanto, com a indústria da aviação no caminho da recuperação, a sorte da Boeing na China está melhorando.

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Em 2019, quase um terço das compras de jatos Boeing 737 foram feitas pelas maiores companhias aéreas da China, como Air China, China Southern e China Eastern. A linha de montagem da Airbus SE em Tianjin, inaugurada em 2008, serviu apenas para aumentar o domínio da Boeing como principal fornecedora de aeronaves para a China. No entanto, após os acidentes fatais e as crescentes tensões comerciais com os EUA, a China começou a recorrer à Airbus como uma alternativa viável. Em julho de 2021, a Airbus assinou um acordo para fornecer 292 aviões para a China. Enquanto isso, a Boeing teve que lidar com pedidos destinados à China no valor de US$ 10 bilhões presos no limbo.

No entanto, a China está diminuindo suas restrições de bloqueio e há uma recuperação nas viagens, trazendo o tráfego de volta aos níveis pré-Covid. Além disso, a China permitiu que o Boeing 737 Max voltasse aos céus, e os executivos da Boeing acreditam que dentro de algumas semanas, eles poderiam vender seus jatos para compradores chineses mais uma vez. Apesar das tensões comerciais e das contínuas diferenças geopolíticas entre a China e os EUA, a vantagem da Boeing está aumentando à medida que as companhias aéreas do país enfrentam uma escassez de aeronaves para transportar seus cidadãos. Ryanair Holdings Plc e United Airlines Holdings Inc. já fecharam pedidos para o Boeing 737 Max e Dreamliners para 2027 e além.

A escassez de aeronaves também se deve à luta da cadeia de suprimentos para se recuperar da pandemia, ainda prevalecente três anos depois. A Airbus teve que reduzir suas metas de entrega duas vezes em 2022, resultando em menos aeronaves entregues do que o previsto, exacerbando um suprimento já escasso de novos aviões. A Boeing espera que o mercado de vendedores contínuos dure pelos próximos cinco anos ou mais, já que a escassez de assentos, motores e peças continuará até o final do ano que vem.

A Boeing pode ter ficado em desvantagem após a crise do Max, mas tem um caminho confiável para recuperar sua participação de mercado na China, segundo o consultor de aviação Richard Aboulafia. A Corporação de Aeronaves Comerciais da China ou COMAC, fabricante de aviões da China, ainda não é um verdadeiro adversário para a Boeing, especialmente até que a resposta da China ao Max, o C919, possa provar sua confiabilidade voando pesadas cargas de trabalho diárias. Enquanto isso, as companhias aéreas chinesas já retiraram dois terços de seus aviões 97 Max do armazenamento desde janeiro para atender à crescente demanda por viagens aéreas.

Em resumo, a recuperação da indústria da aviação e a escassez de novos aviões mudaram o equilíbrio de poder mais uma vez a favor da Boeing. A China deve disputar slots de entrega, e a Boeing está cada vez mais confiante de que seus jatos poderão em breve chegar aos compradores chineses. Embora as vendas para a China continuem sendo de extrema importância, a Boeing também estabeleceu planos para estabilizar sua situação financeira até meados da década, apesar do impasse comercial com a China. Com a demanda contínua por novos aviões, a Boeing precisa iniciar as vendas para a China se quiser aumentar as entregas do 737 e do 787 para atender à demanda da indústria de aviação chinesa.